domingo, 20 de março de 2011

Operariado


O êxodo rural provocou um excesso de mão -de-obra nas cidades, o que fez baixar os salários e levou a que muitos operários aceitassem trabalhar, em más condições, e durante 15 o mais horas por dia.
O proletariado trabalhava em fábricas com más condições de higiene e segurança e vivia em casa insalubres, húmidas e mal iluminadas. Foi neste ambiente que nasceu e se desenvolveu o movimento operário e sindical e se desenvolveu as ideias do socialismo.
Em 1836, desencadeou-se uma crise industrial e comercial que lançou à rua milhares de operários. Organizou-se então a Associação dos Operários para a luta pelo Sufrágio Universal. Sufrágio foi o fim do voto censitário para todos os homens, (mulheres ainda não podiam votar). No ano seguinte essa associação elaborou uma extensa petição (Carta do Povo) para ser enviada ao Parlamento; surgiu o movimento denominado cartismo. Reivindicava-se o Sufrágio Universal, a igualdade dos distritos eleitorais, a supressão do censo exigido dos candidatos do Parlamento (que limitava essa possibilidade somente á burguesia rica e à nobreza), voto secreto, eleições anuais e salário para os membros do Parlamento (antes, somente os ricos possuíam condições de exercer a atividade política sem receber).

Sindicalismo


França, muito mais do que outros países industrializados, conhece mais movimentos sociais decorrentes de contestações das reformas. Isso acontece por causa das origens do sindicalismo, bem como de suas particularidades e de suas evoluções. Comprovando a indiferença, desinteresse e ausência de engajamento dos assalariados, o país é visto como sub-sindicalizado e, até mesmo, "a-sindicalizado", tendo um dos mais fracos sindicalismo do mundo com uma taxa de sindicalização, com relação à população ativa assalariada, de apenas 8% em 2002.
Há sete especificidades ligadas à história e à organização do movimento sindical que contribuíram consideravelmente para a actual situação:
        A recusa do mutualismo - o movimento operário foi construído na clandestinidade e nas lutas sociais, tendo a característica de revolucionário por influência do socialismo e do anarquismo. Pela lei Waldeck-Rousseau de 21 de março de 1884, a República outorgou aos sindicatos o direito de constituir-se livremente sem autorização do governo. Sendo, então, enquadrados em um sistema de serviços, são convidados a desenvolver bibliotecas, agências de empregos e cooperativas. No final do século XIX, o sindicalismo passou a preferir a luta das classes adotando o capitalismo como inimigo comum à classe operária (Marx); não sem razão, pois em 1893 a implantação de sindicatos é definida como uma "mancha vermelha". Entretanto, a recusa ao sindicalismo de serviços explica a desafeição original dos assalariados.
       Opção revolucionária - a CGT*, criada em 1895, é revolucionária, anticapitalista, antimilitarista, anticlerical e prega a ação direta para o desaparecimento do proletariado e do patrão. Nasce, em 1919, a CFTC*, com base na encíclica papal Rerum novarum, hostil à luta de classes e com o objectivo de remodelar a sociedade pela aplicação dos princípios de justiça e de caridade cristã. Visando uma revolução, sem nunca chegar a ela, a CGT adopta por arma a greve geral preconizada pelos anarco-sindicalistas, lutando pela suspensão universal da força produtiva em todas as profissões.
        Divisões políticas - a Carta de Amiens, texto fundador da independência do sindicalismo, adotada pela CGT em 1906, proibia a cada sindicato a introdução de idéias professadas exteriormente e definia um sindicato auto-suficiente para mudar a sociedade. Porém, cada sindicato foi fundado com base em uma recusa política, sendo modelado, desta forma, por divisões políticas que enfraquecem a apreciação sindical.
         A "grevecultura" antes da negociação - o sindicalismo tem necessidade da cultura da greve, profundamente enraizada, para tentar impor uma relação de negociação entre proletário e patrão. Obtendo vitória, ao contrário de vários países europeus, o benefício é para todos e não somente para membros de determinados sindicatos, apesar disso, muitos consideram os parcos resultados positivos e o constante desprezo de patrões para com empregados.
        Queda do domínio do setor público - com o passar do tempo, o setor privado ganhou terreno nos sindicatos diminuindo a atuação do setor público, desencadeando, assim, a redução da defesa operária.

Ideias socialistas


Principais análises feitas por Marx e Engels sobre o Capitalismo:
O sistema capitalista assenta-se na propriedade privada dos meios de produção (fábrica, máquinas, matéria-prima) e na exploração do trabalho.
O capitalismo tem uma tendência à concentração do capital, o que leva à progressiva eliminação da concorrência, gerando monopólios nacionais e internacionais (o que chamamos hoje de transnacionais).
A morte do modo de produção capitalista vai ocorrer quando a classe operária, organizadas em sindicatos, tomar o poder político e econômico por meio de uma revolução.
Portanto, Marx e Engels defendiam a idéia de que a classe operária deveria se organizar e, por meio de uma revolução, introduzir uma nova forma de organização econômica e política em seus países
Segundo eles, esse processo revolucionário passariam por duas fases:
Que seriam:
Fase Socialista: Seria instalada imediatamente após a queda do capitalismo, quando a classe trabalhadora de cada país tomasse o poder e criasse um Estado proletário. Os trabalhadores receberiam um salário pelo seu trabalho, o que talvez não satisfizesse todas as suas necessidades
Fase Comunista: Os Estados desapareceriam e o sistema político-económico seria mundial. O trabalho seria remunerado segundo as necessidades de cada um, gerando uma sociedade igualitária, sem classes sociais.
As teorias de Marx e Engels tornaram-se fontes de inspiração de diversos movimentos sociais que ocorreram em muitos países do mundo.
No sec. XX muitos países utilizaram as idéias socialistas. Ainda hoje mesmo após o desaparecimento de muitos países socialistas algumas nações ainda mantêm sistemas político-económicos socialistas como Cuba e Coréia do Norte
Os Estados Socialistas possuíam alguns pontos comum:
Propriedade estatal dos meios de produção: O Estado passou a controlar todos os elementos chave da produção econômica.

Conclusão


Com este trabalho fiquei  a saber mais detalhes sobre a revolução industrial em Inglaterra, a expansão dar evolução Industrial, as novas fontes de energia e novos eventos, a revolução dos transportes,o liberalismo económico,a sociedade e mentalidade burguesa,o operariado,o sindicalismo,as ideias socialistas.  

Bibliografia


http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_econ%C3%b3micohare.net/amgmrodrigues/a-re
http://www.infopedia.pt/$operariado-e-socialismo-na-europa-%281864-1914%29voluo-dos-transportes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo